domingo, fevereiro 11, 2018

Proibicionismo e Ignorância

Um conhecido meu, durante uma conversa sobre "caos na segurança pública do Rio de Janeiro", saiu com essa pérola:

-"Enquanto tiver quem compre (drogas), não acaba o tráfico".

A ignorância é até escusável, mas apenas naqueles casos em que o ignorante não tem fontes ou meios de sair dela. É mas esse não é, absolutamente, o caso desse conhecido.

Ignorante, mas podendo sair do obscurantismo, ao revés prefere nele manter-se e, para piorar, passa a emitir opinião sobre temas científicos com relação aos quais não tem a mais singela intimidade, apenas pautado em seu achismo.

Poderia responder dizendo que enquanto tiver quem use energia elétrica sua transmissão não acaba, o que não ē tão óbvio, mas daria no mesmo, seria tão irrelevante quanto o que ele afirma e não acenderia uma lâmpada que o tirasse do escuro.

Ele disse algo elementar: se ninguém compra algo esse algo não gera lucro.

Mas isso não é o caso da existência do tráfico de drogas e suas danosas e mortais consequências. O que då vida ao træfico é a proibição.

Quando a cocaina, a maconha, a heroína e o ópio eram usados livremente pela humanidade, tanto quanto o tabaco e o álcool o comércio existia e era pacífico.

Geravam lucros comuns ao mercado e à economia.

A informação mais antiga de proibição que me vem â memória, foi da declaração de guerra da Inglaterra à China porque a China proibiu que os ingleses vendessem seu ópio por lá, em 1839.

À época o ópio representava metade das exportações inglesas para a China.

Quando surge o proibicionismo dando vida ao tráfico da cocaína e da maconha, ou do álcool por breve período de pouco mais de uma década nos EUA, o volume de dinheiro arrecadado pela narcotraficância não passou despercebido pela economia, nem pelo crime.

Al Capone é icônico no que diz respeito ao tráfico do álcool e da riqueza gerada pela proibição. Quem não ouviu falar do velho Al?

Pois é...

A única conclusão possível não é que "o tráfico existe porque tem quem compre" (essa é uma opinião tão acanhada e pequena quanto o conhecimento sobre o tema, de quem a emite).

O correto é afirmar que o tráfico existe porque existe a proibição.

Não fosse a proibição, a cocaina, o ópio, a heroína e a maconha, poderiam estar com sua produção, uso e comércio, regulamentados, como o álcool e o tabaco, no botequim mais perto de você, sem gerar dinheiro para a compra de um fuzilzinho sequer.

Sem o proibicionismo e, por extensão, sem o trafico dele oriundo, o resultado primário é que em nossas favelas, hoje chamadas de "territórios" ou "comunidades", seriam apenas bairros ou locais onde moram pessoas mais pobres que ainda não tiveram possibilidade, ou vontade, de encontrar um local melhor para morar.

Simples assim.

Sem esse papo também pequeno de que isso facilitaria os viciados. Ora, nem todos os que bebem álcool se tornam alcoólatras, assim como nem todos que usam o tabaco estão livres dos danos físicos ou mentais provocados pelo alcatrão.

E se viciarem-se, problema deles! Como qualquer alcoólatra ou bêbedo na rua: se não comete um crime, é direito deles acabarem com suas vidas com qualquer drogas, inclusive com crack.

Isso é respeito constitucional ao princípio da individualidade.

O que não é plausível é continuar vendo a proibição financiar fuzis para o tráfico por ela produzido, e ouvir calado ignorantes culpando quem usa drogas pela existência de tráfico.

O que é inaceitævel, é ver esses fuzis matarem uma criança por dia.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Companhia
















Companhia



Sim,
a saudade é isso mesmo,
essa presença da ausência
de um lugar,
de uma pessoa,
de um pedaço de nós
que ficou no caminho.


Um sentimento,
uma sensação de alma,
um perfume de lembrança
que surge do nada,
de uma esquina
por onde não mais passamos,
de um cheiro que a brisa trouxe.

Quem sente saudade tem lembranças,
quem tem lembranças tem recordações
e quem tem recordações,
é rico!

Sinto ternura por todas as minhas saudades.




Rio, 03/01/2012
Paulo da Vida Athos

domingo, dezembro 24, 2017

Amanhã é dia de Natal

Amanhã é dia de Natal.


Sei que nem todos os meus amigos são cristãos e que alguns deles consideram uma data que se tornou comercial. Também não sou cristão e tenho bastante consciência do comércio que gira em torno dessa data religiosa.

Mas isso da religião e o comércio cirandarem no tempo não é novidade para a humanidade. O registro mais antigo que posso apontar da existência desse vínculo, vem também de Jesus quando se insurgiu contra “os vendilhões do templo” (era assim que o padre de meu primeiro colégio se referia ao fato).

Mas tirando isso, essa é uma data em que os verdadeiros cristãos, e, quando falo verdadeiros me refiro àqueles que, tal como seu Mestre, pregam o amor, o perdão, a tolerância, o senso de humanidade, a caridade, e que se insurgem contra a desigualdade e a injustiça social, rebelando-se, insuflando-se e insuflando, indo para as ruas, esclarecendo o povo, ficando ao lado do povo, tentando um mundo melhor para todos, como era o caso de Jesus, que, se bem que não fosse marxista, era um revolucionário.

Então, é pela essência dessa data, e pela filosofia daquele que é ou pelo menos deveria ser o único homenageado, que uso esse espaço para desejar a todos, sem exceção, que tenham um belo dia, uma bela noite de Natal, e que cada prece que subir aos céus por esse mundo a fora, cada garrafa de vinho que for aberta, cada abraço que for dado, cada sorriso de criança diante da caixa de presente deixada por Noel, seja, na vida de cada um, um dia de saúde, de paz, e repleto do amor e da solidariedade que o homenageado deixou como lição.

Feliz Natal!

Amem.

Amém.

Paulo da Vida Athos
Rio, 24/12/2016

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Revelação

Revelação



Encontrar-te
foi como me reencontrar,
completar-me
com o pedaço melhor de mim.

A forma, o lugar,
o teu olhar, a tua luz,
a energia e intensidade
que circunscreveu de eternidade
aquele instante,
foram mágicos.

Soube na hora
estar diante da mulher
para minha vida inteira,
e que a Vida me preparara
para encontrar a ti,
naquele instante,
para o restante
e o eterno
de todas as minhas horas.

A poesia tem disso...

Torna-nos sensíveis,
sensitivos,
e o poeta sabe
quando está diante do não transitivo,
do não explicável
ao se revelar,
como se, inteiro,
já estivesse em sua vida
antes da própria concepção.

E essa  foi forma perfeita,
finalizada, plena, absoluta,
com que o amor se revelou
em mim, através de ti,
para desmentir o poeta:
-Não!
Não és um fingidor!,
nascestes para viver o amor,
que por ela
sentes!


Paulo da Vida Athos
Dez/2017

terça-feira, dezembro 19, 2017

Preciso de um velho ano-novo






Preciso de um velho ano-novo








Preciso de um novo ano
que devolva a Vida
que ficou numa esquina qualquer do tempo,
perdida,
a buscar ecos de sonhos
e inocência,
e de crianças nas ruas despojadas do medo
de brincar de ciranda,
de ficar sozinha,
de alcançar o céu das amarelinhas,
de pular corda,
de rodar pião,
de se apossar das calçadas,
de pelada nas ruas,
de jogar botão,
de namorar a lua.

Preciso de um novo ano velho
que resgate o entusiasmo de despertar
com sorriso no rosto,
de me emocionar
com barquinhos de papel,
com as chuvas de verão,
com bolas de gude,
de pés no chão,
em que seja proibido
não se deixar levar pelo encanto
do canto dos pardais,
de se emocionar com o amor,
de se render à paixão.

Preciso de um velho-ano novo
despido de preconceitos,
onde se tente
impor amor, não opinião,
prevaleça o ser sobre o ter,
a liberdade de credo,
a disposição do corpo,
a deposição do gênero,
a ternura eterna.
Amém!

Um ano novo em que
cada um possa,
incensuravelmente,
sair de mãos dadas
com a pessoa amada,
beijar quando sentir vontade,
rir todos os seus risos e
chorar todas as suas lágrimas,
sem que ninguém se sinta agredido
pela felicidade
ou tristeza
do outro.

Preciso de um ano assim,
de cumplicidade,
de amizade incondicional,
de grandes festas em cada alvorada,
de felicidade infinita
diante do pôr-do-sol.

Um ano
que se embebede,
todos os dias,
de amor
e poesia.

(Paulo da Vida Athos – Rio, Dez/2017)

quarta-feira, agosto 02, 2017

Meu filho

Tenho em minha vida o homem mais doce que existe, meu filho.
Quem tem a felicidade de conhecê-lo, sabe disso.
Um cara amigo, leal, com coração enorme como ele, um coração que se preocupa com a injustiça, com o cara que está na rua sem teto, com o mendigo que cata resto de comida nas lixeiras da cidade, com o futuro das crianças, com a solidão dos velhos, com as vítimas da violência, da fome, dos que tiveram suprimida a esperança.
Conhecer meu filho é conhecer a essência do humanismo, a pureza das crianças, o onirismo dos idealistas, a nobreza de um guerreiro nagô.
Meu filho é um homem especial, um ser humano incrível, uma pedra valiosa e rara.
Os problemas mais complexos ele consegue equacionar numa ação que muitos levam anos, décadas para compreender: vivendo.
Ele me ensinou que viver nem sempre é mergulhar na vida da forma como compreendemos, ansiosos, como aprendi com meus avós, nos tornando náufragos na ansiedade que se transforma em mar.
Para ele, viver é um ato simples que requer pouco, muito pouco, como sentar na areia e olhar o mesmo mar no qual os outros naufragam, com outro olhar, para perceber a bóia, o banco de areia, ou aprender a boiar.
Viver para ele é sinônimo de liberdade. De respeitar a liberdade. De lutar pela liberdade daquilo que você crê.
E de ser feliz na simplicidade de ser livre.
Acho que acima de tudo meu filho tem a sabedoria que abandonamos na adolescência, sonhar.
Por isso o admiro tanto, e dele me orgulho tanto.
Independente de quais sejam nossos objetivos, se não estivermos impregnados por nossos sonhos, nada valem.
E meu filho me ensinou isso com a técnica mais sutil dos sábios: o amor.
E o fez com o amor mais bonito que um ser humano pode amar.
O mundo e a vida, sem ele, seriam mais pobres.
Você conhece meu filho? Ótimo para você.
Não conhece? Que pena! Sabe aquele cara que se torna o personagem inesquecível? É ele. Torça para encontrá-lo!
Ele não vai te tratar diferente do que trata qualquer criança.
Vai tratar igual, com o mesmo carinho e atenção, porque a base de suas relações é simplesmente o amor.
Conhecer meu filho deixa qualquer um mais rico, mais doce, mais humano e, principalmente, mais feliz.
Como eu sou por fazer parte de sua vida.
Obrigado, meu filho.
Por tudo!
Te amo.

domingo, abril 02, 2017

Quando um juiz não é magistrado


Magistrado é aquele que, intimamente convencido, independente de forças externas ao processo que exijam a condenação, absolve ainda que colidindo com a vontade dessa maioria; e, igualmente condena, ainda que todos clamem pela absolvição de um réu, fundamentando sua decisão, em ambos os casos, de forma trasnparente como a imagem que se vê através de um espelho de cristal. Não fazendo dessa forma, é apenas alguém que ocupa uma das funções sociais mais importantes para a democracia, de forma ditatorial, pequena e arbitrária. Magistrado é aquele que se tiver que colocar condenados em liberdade, quando a prisão não apresenta condições mínimas para a execução da pena com dignidade humana, não teme fazê-lo diante da opinião pública ou midiática. Já aconteceu isso algumas vezes no Brasil. Sem advogados não existe democracia, é correto. Mas sem magistrados, ela nem nasce, e, se nascer, morre ao primeiro suspiro. No Brasil, regra geral, quando a mídia aponta para um juiz, ele é magistrado é a está contrariando. Quando não é, é Moro.

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Lisboa

Lisboa...

Saudades dessa cidade, desse país, dos que lá estão, dos que já não voltam, dos que distam de meus olhos tristes...

domingo, janeiro 01, 2017

Castigo

Castigo

Ocupas minha memória
em retalhos
que vou recolhendo
enquanto costuro uma história
eterna e inacabada,
que tem alicerce no nada,
para desembocar em sonhos
que levam
a lugar nenhum.

Te dei todo amor que eu tinha.
Tu, não tinhas nada.


Teu castigo não é ser vazia!

É o nunca ter sentido
amor algum...


Rio, 1 de Janeiro de 2017.


(Primeira visita do ano)

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Ano macunaíma

Ano Macunaíma


Ouvi gente maldizer as horas do tempo desse ano que se despede deixando marcas nas praças e nas gentes, como fosse ele amaldiçoado, um pária, despojado até do direito de ter passado, de ser lembrado.  

-"Ano macunaíma, sonso e cretino assim, nem deveria ter existido", ouvi numa esquina, de duas mulheres vestindo camisetas verde-amarelas.

Realmente 2016 foi um ano ladeira abaixo para a maioria: os pobres, os banidos, os excluídos, as minorias que fazem parte dessa maioria de despossuídos de direitos que formam a grande base da pirâmide: a massa.

A bandeira da luta de séculos em busca de alguma justiça e igualdade social não resistiu desfraldada muito tempo; pouco mais de uma década e, durante ela, não passou uma semana inteira sem que sofresse atentados.

Uma, duas vezes, três vezes!  Mas, quatro vezes era insuportável.  Que negócio é esse de sairem da senzala? do jugo?  Que papo é esse de  invadirem meu shopping? 

Minha praia vá lá, água e areia tem mesmo pra todo mundo, e rock é mesmo pervertido.  Mas meu aeroporto?  Aí tá de sacanagem!  

Ver aquela gentalha infestando aeronaves como baratas, ouvir aquele dialeto tipo "o probrema é o seguinte", "casca uma laranjinha pra nóis aí, meu", "num vai tê armoço não?,  "Ih!  o largato tava uma delícia!", na poltrona ao lado, é foda.  

Não deu para uma minoria seleta aguentar mais quatro anos de governo progressista.

Então, o que fazer?

Simples, a receita tradicional. 

Corrupção, governo corrupto, mar-de-lama, governo incompetente, comunistas, e a mídia, o martelo da mídia agora mais sofisticado.  Prensas quase aposentadas e a nova vedete, a TV!

Com ela entrando na vida de 90 milhões de famílias todos os dias, quatro vezes por dia, é mole!  

Basta repetir a arenga.  Deu certo com Getulio, deu certo com Jango, quase deu certo com Lula, porque não daria certo com uma mulher?  E deu certo.  Não por ela ser mulher, mais pelo imenso investimento na covardia...  Dilma é guerreira,  não se deixa abater.

Foi como em Hamelin, a flauta eletrônica foi eficaz!

A classe média, que historicamente odeia a classe dominante tanto quanto explora e odeia as classes abaixo dela, foi o alvo.  

A TV dava a senha, tatatatá: e o domingo na orla tinha mais um programa antes das geladinhas na areia: gritar fora Dilma!  

Chovia pato!

Pior que a classe média estava hipertrofiada pelos nela recém ingressados - que agora perceberam o engodo -  e nossa velha política não se fez de rogada: de uma tacada, menos de 500 deles invalidaram mais de 54 milhões de votos.

Tiraram Dilma, eleita democraticamente, e, em em seu lugar, colocaram uma quadrilha, como agora todos já sabem, liderada por Temer, o traidor.

Aí vem o golpe que antecede o golpe final: os políticos passaram a legislar contra o povo; contra os que elegeram Dilma e contra os que apoiaram o golpe.  

E assim o projeto vencido nas urnas passou a ser votado e aprovado pelos mesmos políticos que se negavam a votar e aprovar os projetos que favoreceriam o trabalhador e o povo brasileiro, quando Dilma os apresentava.

Só que a dose foi muito forte e eles perderam o controle além do juízo, e tal como um trem desgovernado o ovo-da-serpente chamado Lavajato acabou detonando a economia de forma estrutural.

O que era para ficar em  círculo coordenado e predeterminado se tornou um Orós e grandes empresas brasileiras foram desmoronando, e a economia, que é como a engrenagem de um relógio suíço, desandou junto, e o tal rombo que a corrupção fez na Petrobras se tornou gorjeta perto  do rombo que a lavajato provocou em nossas mais lucrativas empresas e na economia nacional.

Como consequência,  número de  desempregados atingiu 12,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em novembro último, número 33,1% maior do que o mesmo trimestre do ano passado; e  vai piorar em 2017.

Aposentaram a aposentadoria.  Silêncio nas panelas...

Ou seja, o golpe saiu inúmeras vezes mais prejudicial que a corrupção que, como sabemos, não vai acabar.

O golpe esta em movimento.  Depois que Temer fizer a parte que lhe cabe será descartado.  Igualzinho aos paneleiros de minha rua e aos patinhos que idolatraram a FIESP. 

Risível.

Mas apesar de tudo não vejo 2016 como um ano perdido. Coisas maravilhosas aconteceram nele, e outras, tão maravilhosas quanto, foram preservadas.  

Entre elas a vida, a esperança, a capacidade de sonhar, de crer, de lutar e prosseguir devem permanecer intactas.  

Perdemos uma luta, companheir@s, mas lutar faz parte da vida de quem tem como objetivo mudar as coisas.  A luta mantém vivo.  

Não sou peixe morto que só nada a favor da maré.

Desembarcarei de 2016 mais experiente, mais forte;  viver sempre fortalece.

E embarcarei em 2017 cheio de esperança, sonhos,  e vontade de realizá-los.

A conversa que relatei no inicio, foi de duas mulheres de bem que estavam horrorizadas com as mudanças na aposentadoria.

Lembro tê-las visto comemorando a saída de Dilma...

Feliz ano novo para tod@s!!

E, #ForaTemer!
  

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Penúria

Penúria

Não precisou  muito
pra vida se vestir em festa,
bastou meus olhos encontrar os teus
e a luz da tarde se misturar
com a luz de teu olhar
enquanto o meu olhar
se perdia no desenho de tua boca.

Tua presença
é como sol que rasga sombras
e tintura cores,
revelando que tua ausência
deveria ser banida
por decreto,
do céu de minha vida.

Dá pena ver,
que não te ver,
transforma minha vida
em pena.

(Paulo da Vida Athos)

sexta-feira, junho 05, 2015

A poesia...

A poesia é um espelho que cruzamos no corredor do tempo, que reflete nossa imagem interior, nossos sonhos e lembranças, até aqueles que nem foram vividos. A gente sempre se encontra em um poema. Mesmo que ele se resuma em uma frase...

segunda-feira, abril 13, 2015

A inteligência da Direita



A inteligência da Direita


Volta e meia recebo de algum amigo meu, de direita, um texto que rescende ressentimento e inconformismo contra a reeleição de Dilma ou contra o PT.  São palavras geralmente agressivas em textos de péssima qualidade, alardeando a corrupção petista, acusando a militância de petralha, quase sempre com pelo menos uma palavra obscena, fazendo analogia a golpe de estado ou aos golpistas de 64, ou pedindo de volta “o regime militar.”

Essas coisas me fazem lembrar alguns textos que leio que, com relação às conclusões, tenho minhas reservas, de que pessoas de esquerda são mais inteligentes do que pessoas de direita.

Sinceramente não vejo base científica nisso, ademais há que se descontar, por óbvio, o agregamento do autor aos ideais progressistas da esquerda.

No entanto, quando paro para dissecar a verborreia não tenho como impedir um certo acomodamento intelectual para a assentir com as conclusões apaixonadas, mas para mim sem validação científica,  mas até certo ponto aceitáveis, de que pelo menos não são dotados de lógica ou usam de má-fé.

Como alguém pode afirmar é contra o PT porque pensam no povo trabalhador, que são contra a corrupção, que o PT é corrupto e Dilma e Lula comandam uma quadrilha, e pérolas tão próprias desse naipe de gente, quando, por exemplo, são traídos por quem votaram e que votaram favoravelmente à terceirização do mercado de trabalho?  E que, mesmo sabendo disso, vão para as ruas aplaudir seus representantes que, em seu ponto de vista cego, deveriam estar governando a República.  Inteligência?

Pensam no povo? O PT é corrupto?  Dilma e Lula comandam uma quadrilha? Pó pará!

Deitar a verborreia numa folha de papel, ou na internet, deixando prova e rastro da verborragia, é coisa de gente burra mesmo, burra e que não tem vergonha de demonstrar isso.

Escrevem sem pensar.  Isso me lembra o maravilhoso texto “A arte de escrever para idiotas”, produzido pela filósofa Marcia Tiburi e por Rubens Casara, intelectual e magistrado no Rio de Janeiro, que define bem as relações entre os criadores desse tipo de texto e seus leitores. Não leu ainda?  Está na rede.  Recomendo, disseca bem o tema.

A burrice é tanta que não perceberam que estão fazendo o jogo da elite, são marionetes da elite.

A elite está vendendo seus postos de trabalho, e eles vão lá, para as ruas, em cada vez menor número (por sorte alguns tiram os antolhos), vociferar contra um governo eleito legitimamente para pedir seu impedimento. 

Isso não vai acontecer.  Mais fácil é algum deles ganhar o Nobel da paz.

A gente olha para a massa de manobra da elite e ouve seu discurso, e percebe que eles se sentem elite, se acham mesmo elite, se acham milionários como os Marinho, empresários como Abílio Dinis ou os Setúbal (esses são realmente inteligentes), se consideram deles igualha, e não atinam de que são apenas classe média, no máximo classe média alta, e que estão ali a serviço do capital mais selvagem, tangidos pelos lacaios daqueles, tipo Jabor, Diogo Mainard, Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Rachel Sheherazade , William Bonner, Miriam Leitão, todos pagos regiamente, para fazer a cabeça de idiotas e, cá para nós, quem tem como mentor gente assim não pode ser classificado de inteligente, é pessoa de poucas luzes no mínimo, hão de concordar.

Essa gente que está nas ruas não pensa por conta própria.  Embora de classe média e média alta a maioria, estudou – alguns até sem muita dedicação, creio - tem razoável cultura, mas não tem lógica, não liga uma coisa na outra.

Estão legitimando uma maioria no congresso que está lá votando contra seus próprios interesses, bastaria isso para demover alguém com mediana capacidade de raciocínio.

Então a gente junta isso ao que de fato tem incomodado essa turma nos últimos 12 anos.  É insuportável para eles a realidade de que seus espaços privativos, onde faziam biquinhos na hora de ser fotografado, foi invadida por trabalhadores de verdade.

Logo, passaram a dizer que seus aeroportos foram tomados por “pobres”.  Pobre para eles é o assalariado e, via de consequência, como todo trabalhador é assalariado todo trabalhador é pobre e os incomoda. 

O que eles não conseguem ver: é que também são assalariados, e que, através das medidas que estão sendo aprovadas contra os trabalhadores, mais dia menos dia serão atingidos.  Pouca gente sabe, por exemplo, que grande número de bancários, e isso enquanto a terceirização nem foi aprovada ainda, já é terceirizado.

E o terceirizado, além de trabalhar mais ganha menos e tem menor número de direitos e garantias trabalhistas, vez que a terceirização, como essência primária, tem por objetivo minimizar o alcance das normas garantidoras da relação de trabalho contidas na CLT e dos direitos do trabalhador.

Quando aprovada a terceirização: hospitais, bancos, grandes empresas, escolas, universidades, redes de lojas e de supermercados, empresas de transportes, pequenos e grandes comércios, poderão ter relações com as terceirizadoras que venderão um produto antigo e lucrativo: o homem e sua mão de obra, para não terem grandes riscos na hora da demissão.

Ou seja: essa é a forma atual de exploração da mão de obra; e nela se inclui do auxiliar de limpeza ao médico.

Como considerar essa turma que foi para as ruas, inteligente?

Odeiam pobres, odeiam trabalhadores, mas esquecem de que são trabalhadores e que a tunda vai comer no couro deles também.

Odeiam saber que as empregadas domésticas agora tem direitos trabalhistas e que podem comprar o mesmo perfume que a patroa usa.

Já nem falo naqueles que pedem “o regime militar de volta”, porque isso é tão imbecilizado que atribuo aos doentes ou aos de má-fé.  Impossível que nos dias de hoje exista alguém que não saiba do que aconteceu naqueles dias.

É gente que não pensa; nem sei se é gente burra.  Mas cretina é, cretina e idiotizada. 

É gente preguiçosa que prefere que outros pensem por elas e vão repetindo que bolsa-família é “dar pão podre e estragado”, é iludir os realmente pobres, e coisas estapafúrdias como essas.  Não sabem que, como dizia Betinho, quem tem fome tem pressa.

Esse tipo de gente não tem esse problema de fome. Na pior das hipóteses, é só abaixar porque eles que tem o pescoço curto como sua inteligência, capim tem de sobra.

Mas não são burros!


Paulo da Vida Athos.

Rio de Janeiro, 13 de abril de 2015. 

segunda-feira, março 23, 2015

Primeira carta a Pedro


Querido Pedro,


Pensei muito, antes de poder começar a escrever esta carta.  Ia começar dizendo “Meu filho”, “Meu querido filho, “Meu menino”, e por aí a fora: meu, meu, meu, etc. ...meu.  Mas, vi que estava errado.  Errado porque você é de fato isso tudo: amado, querido, menino, mas... não é meu.

Não é meu porque sua vida, embora eu tenha mil preocupações como todo pai inseguro e mesmo o mais seguro dos pais, sua vida não me pertence e você pertence à vida, e essa é uma lei imutável que nenhum ser humano pode alterar.

Por isso comecei assim “querido Pedro” retirando o “meu”, porque embora o amor que sinto seja imenso, não poderei viver sua vida que vai se alongar no tempo, até depois, muito depois que a minha.  Essa mesma lei natural, e também imutável, irá apagar um dia de seus olhos minha imagem enquanto meu espírito cavalgará o vento na garupa de minha saudade.

Não posso querer que você seja uma projeção de mim, porque você é você e eu sou eu.  

Somos diferentes, porque as pessoas são diferentes e não existe no mundo duas pessoas iguais, porque a natureza em sua magia não cria duas obras iguais ao longo da eternidade.

Sei de suas dificuldades, que são mais ou menos as que passei na sua idade mas havia esquecido isso, e olhava você com meus olhos de adulto, que ficam sempre voltados para o passado, que nada mais é que um sonho, ao passo que os olhos de um menino olham para o futuro que é uma visão de esperança e de coisas bonitas que esperam para serem vividas.

Quando eu cobrava de você, mandando estudar, se dedicar à leitura, ralar (como se diz na gíria), eu estava na verdade cobrando a mim e não percebia isso.  Achava que seu fracasso seria o meu fracasso, quando na verdade só posso dividir com você sua dor e sua alegria, e era essa na verdade a essência de meu temor: não suportar meu próprio sofrimento que, como o vagão de um trem, viria atrelado ao seu.

Por causa disso não reparava que estava causando um sofrimento maior para você, e essa idade, a que você está vivendo, não é idade para se viver a dor.  

É a idade dos sonhos e das fantasias, da magia dos finais-de-semana, e de se odiar segunda-feira, alface, salada e dever de casa.

É a idade em que, sem começar uma longa caminhada, a gente joga bola, pinta e borda, gosta de sol e sal de mar, de Coca-Cola e sanduba derramando molho e mostarda pelo queixo, pela roupa e pelo chão.

É aquela fase de sonhar sonhos incríveis, em que somos o maior atleta, o super-homem, o mais bonito e charmoso de todos, e amado por aquela menina que consideramos a mais linda, ainda que sequer nos dê uma olhada.

Não é uma idade em que devamos saber das coisas que são feitas para adulto saber, tais como, preocupação, ansiedade, sofrimento, responsabilidade, compromisso, trabalho, e o único cansaço permitido é aquele que vem depois de um dia intensamente vivido com emoção e amor.

É a idade de cirandar em sonhos, de aprender brincando, de amadurecer lentamente como a uva na parreira ou como as flores que esperam pela primavera.

Nessa fase da vida só é proibida uma coisa: não ser feliz.

E eu descobri que, na minha ânsia de preparar seu amanhã (tarefa impossível), estava provocando sua infelicidade no hoje (estupidez total).  

É grande estupidez porque ninguém pode ser feliz no ontem nem no amanhã.  Só podemos viver a felicidade no hoje.

São 4:56 horas da manhã do dia 7 de setembro de 1996 (veja só, Dia da Pátria, dia da Independência do Brasil!), você está dormindo e estou aqui amando você através de cada letrinha que coloco nessa carta, enquanto fumo um cigarro e um ventinho frio e gotoso  passa pelas frestas da janela, balança a cortina e brinca com a fumaça que flutua no ar.

A vida não é um “bicho-de-sete-cabeças”, e você tem todo o tempo do mundo para descobrir isso. 

Não passar de ano, também não é nenhum fim do mundo.  Acontece e tem como única consequência fazer com que fiquemos mais tempo na escola e tenhamos que percorrer o mesmo caminho duas vezes.

Para que as pessoas gostem de nós, é simples: basta mostrarmos que também gostamos delas e as respeitamos.  

Existem palavras mágicas, que têm a mesma força de um sorriso e o poder de abrir qualquer porta (principalmente as portas do coração); entre elas: “muito obrigado”, “desculpe”, “com licença”, “por favor”, sim, senhor”, “sim, senhora”, entre algumas outras.  

Use-as, use-as com a moldura de seu sorriso, e... tudo vai ficar bem mais fácil!

Você não vai ficar de castigo por isso.  Acho que será um grande castigo ter que repetir o ano e fazer tudo de novo.  

Mas pode contar comigo, para estudar com você, quando quiser e, logicamente, quando eu não estiver estudando, já que meu trabalho é um estudo que não vai terminar nunca, enquanto eu estiver por aqui.

Pedro querido, embora não seja “meu”, é por mim amado, respeitado e dono de um terço de meus sonhos (os outros dois terços você sabe de quem são).  Mas essa porção não tem medidas nem instrumentos para que o homem possa mensurar.

Viva sem medo e com alegria no coração.  

A vida é uma grande e maravilhosa aventura e, com certeza, ela sabe que, ao seu lado, tudo fica muito mais bonito.

Desse pai que elegeu você como maior amigo,

Paulo.

Rio de Janeiro, 07 de setembro de 1996.

Às cinco horas e vinte e três minutos da manhã.”

sábado, fevereiro 28, 2015

Derrubar Dilma? Nem com canhões!







Derrubar Dilma?  Nem com canhões!








13 de março de 2015 estarei nas ruas pela Democracia e contra e golpismo.

Para incentivar o golpismo, a mídia bate na tecla de que milhões, bilhões, foram desviados por corruptos e corruptores, já identificados nas operações levadas a efeito pela polícia federal e pelo Ministério Público.  O que não esclarecem é que essas investigações foram feitas estão sendo feitas justamente no governo PT, com Lula e Dilma.

Ou seja: silenciam quanto ao fato de que antes, no governo do PSDB, com FHC e durante todo o passado, não se investigava ou, quando se investigava, não se denunciava à Justiça para punir os culpados.

E falam em golpe, que leva o nome de impeachment.

Pura cretinice!

Um bando de aproveitadores que desejam voltar a mamar nas tetas da viúva.  Perderam!  Perderam para o povo brasileiro!

Na verdade querem retirar do poder um governo eleito por mais de 54 milhões de pessoas.  Sou uma delas.

Minha gente, sem sangue não dá...

Governo legitimamente eleito pelo povo, no Brasil, depois de termos vivido uma ditadura de 21 anos: nem com canhões!

Colocarei minha camisa vermelha dia 13 de março e estarei nas ruas.

Se, no futuro, precisar usar mais que apenas uma camisa para evitar um golpe contra a democracia, como não esqueci o passado, serei um dos primeiros.


28/02/2015

domingo, fevereiro 01, 2015

A guerra perdida: 31 vítimas de bala perdida em 31 dias, no Rio de Janeiro.

A guerra perdida: 31 vítimas de bala perdida em 31 dias, no Rio de Janeiro.

O povo não se dá conta que 90% dos casos de balas perdidas, 31 casos apenas em janeiro aqui no Rio, é fruto de uma guerra estúpida e perdida contra o tráfico de entorpecentes; não percebe que o álcool e o cigarro são drogas regulamentadas que matam mais que todas as outras drogas proibidas juntas; não se dá conta que o que alimenta o tráfico é a ilegalidade; não atina para o fato de que a falta da regulamentação como ocorre com o tabaco e o álcool é que se tornou o grande problema.

Fuma e bebe quem quer, mas se fizer besteira vai preso pela besteira que fez, se for crime, e não porque fumou ou bebeu já que isso é da livre vontade de cada um desde que não atrapalhe a vida dos outros: está ferrando apenas sua saúde e sua vida. Qualquer um tem direito a isso.

Ninguém para pra pensar que de 1920 a 1933, quando o álcool foi proibido nos EUA, a guerra foi lá. Morreu foi gente. Até aparecer outro presidente que não era burro, fanático ou louco, e regulamentou de novo o uso do álcool.

Aqui, por causa dessa proibição que perdura – enquanto nos EUA as demais drogas estão paulatinamente sendo regulamentadas – apenas em janeiro desse ano 31 pessoas foram vítimas de balas perdidas. O que isso tem a ver com a proibição? Tudo! Basta tirar os antolhos que se vê...

Nem menciono as centenas que morreram por todo o Brasil, policiais, inocentes e criminosos, apenas em janeiro, por conta dessa guerra que já nasceu perdida.

Não sou contra a regulamentação. Não sou traficante.


Temos hoje um congresso mais conservador. Se o povo não pressionar pela regulamentação, vamos continuar morrendo e financiando os fuzis dessa guerra suja.

sábado, janeiro 03, 2015

É Natal

É  Natal.

Mesmo que não quisesse, é Natal.  Tudo me mostra isso.  Ligo a TV e logo as propagandas me dizem que é Natal.  Nas ruas, nas árvores iluminadas, na fachada dos shoppings e das casas, o piscar de milhares de lâmpadas me dizem que é Natal.

De resto, não vejo grandes diferenças.  As pessoas andam estressadas, o trânsito cada vez mais engarrafado, o som urbano invade tudo com seu concerto de buzinas, sirenes, conversas e megafones, a única coisa que parece mudar é que tudo se acelera um pouco mais nessa época, que tem mais gente nas ruas e menos mendigos nas calçadas.

Claro que não me iludo quanto à redução de mendigos. 

É praxe dos governos expulsarem seus mendigos, sua população de rua, esse tipo de gente que atira na nossa cara o despudor de nossa indiferença diuturna durante o restante do ano. 

A cidade precisa estar limpa para receber o espírito do Natal e os turistas e esses espíritos de porco não vão sujar nossa paisagem.

Então é Natal.  Não tem como não ser. 

Tanto brilho nas ruas, tantas luzes a iluminar nossas noites, milhões delas se somam àquelas que conhecemos dos outros dias, é lindo de se ver!  Então aquela árvore na Lagoa, hein?  Belezura!  Todo mundo em volta, todas as noites, uma festa! 

Shoppings cheios, restaurantes lotados, ruas repletas de caros e calçadas também, mostrando como estamos bem de vida, que a noite é nossa, que somos bárbaros! 

Verdade.  Tudo isso, é verdade.  Principalmente isso: somos bárbaros...

Sabemos da covardia praticada contra os moradores de rua, não apenas contra os mendigos, para desestimular sua presença. 

São retirados na marra, a força, na porrada, são jogados em ônibus cedidos pelos quadrilheiros que nos roubam diariamente em suas roletas, e largados bem longe, até em outras unidades federativas, ou, na versão econômica, pressionam para que essa gente que com sua existência sujam os bairros da zona sul e da orla procurem bairros em que turistas jamais passarão.  Não podem poluir nossa paisagem.

Isso tudo é e sempre foi, Natal.

Claro, a TV mostra a missa do galo, a conversa fiada de nossos governantes, o caô de nossos religiosos, o programa do Roberto Carlos, o papai noel do shopping,  a ceia dos famosos, o amigo oculto dos artistas, essas coisas que nos provam todo ano que finalmente chegou o Natal.

Mostrar o amigo oculto é mole, quero ver é mostrar o inimigo oculto. 

Mostrar que 90% do policiamento está a serviço dos hotéis e do turismo, nas zonas nobres da cidade, que nosso subúrbio e regiões mais pobres ficam ao abandono, os roubos, chacinas e vítimas inocentes da guerra aos pobres que nos enganam chamando de guerra ao tráfico.

Quero ver é mostrar o movimento em nossos hospitais, o abandono da periferia, a covardia que fazem com nossas crianças nas prisões que criamos para elas em razão de nossa incapacidade crônica de exigir dos governantes que as crianças pobres exerçam o direito a educação, à saúde e à moradia, escritas na Constituição da República.

Quero ver é essa gente cristã de araque que grita a favor da redução da menoridade penal mostrar a cara no horário da missa do galo para falar dos ensinamentos de Jesus.    

Sabe aquela frase “deixai vir a mim as criancinhas?”, essa gente cristã mudou o nome do SAM para FUNABEM e FEBEM, depois para FUNDAÇÃO CASA, imbuídos pela prática de sua religiosidade. 

Ou seja: a tal frase acima eles colocaram em prática mandando nossas crianças para o inferno.

Mas isso eles não mostram.  Não porque seja Natal.  Não mostram nem assumem que apoiam, não é por vergonha também. 

É por insensibilidade mesmo, por desumanidade, porque não aprenderam o mais simples dos ensinamentos, que é amar.

Rio, 23/12/2014.


Paulo da Vida Athos

Oraçao para Oxumare

Oraçao para Oxumare Que Oxumaré nos cubra com sua bênção Traz para nós, Oxumaré, saúde para o corpo, paz para o coração, clareza para o pens...