
Histórico de um país que sente prazer na guerra.
(Paulo da Vida Athos)
A cada passo mais um passo se apresenta. O caminho não importa muito. O importante é caminhar. Mas será só isso mesmo? Não creio. Não para mim! Não para muitos! Podemos e devemos tornar o caminho mais limpo por onde passarmos. Como? Lutando com indignação contra os erros que encontramos por onde vamos... Paulo da Vida Athos é o pseudônimo de PRAD


Não tem o que falar? Fica calado...
Temos dois olhos, temos dois ouvidos e somente uma boca.
Não foi a toa que viemos ao mundo assim.
Isso quer dizer que devemos ver tudo que pudermos, ouvir tudo que for possível e, nesse aprendizado, concluir que devemos falar muito pouco.
E mais...
Ao falarmos com essa nossa única boca, que usemos milhões de neurônios e, com eles, analisemos cada palavra e se merece ou não ser pronunciada; se é para o bem e para o engrandecimento de nós, de nossa alma e da humanidade.
Se a resposta não for claramente nesse sentido, se for para falar bobagens, melhor se deitar no leito do silêncio por toda a nossa efemeridade, e esperar a passagem de nosso tempo.
O silêncio faz bem, quando não se sabe pensar...
Paulo da Vida Athos.

Juntos
Somos apenas uma gota,
mas juntos,
formamos uma grande chuva
que, ao cair,
transforma terras,
sonhos,
e alimenta mares.
Sozinhos,
nada podemos...
Ou podemos
muito pouco
o que não deixa de ser
melhor que nada.
Por isso,
peço à Vida que caminhe com a Luz
em nossos caminhos.
E que,
em cada esquina
do Tempo,
conspiremos
paz!

Precisa-se...
"Precisa-se de pessoas com coragem,
sensibilidade,
senso de Justiça,
com capacidade para de se indignar diante da covardia,
que amem a Vida,
prefiram a Democracia no lugar da das ditaduras,
e se somem a força do Direito
e não ao direito da força,
para fazer parte dessa corrente contra as milícias no Brasil,
até que um dia fiquemos livres de todas elas.
Precisa-se de pessoas assim... como você!"
Paulo da Vida Athos
(Clique aqui e participe do MOVIMENTO CONTRA AS MILÍCIAS NO BRASIL)

Companheiros e companheiras de tantas batalhas, boa noite nessa noite de 31 de outubro de 2010, quando, às 20:07hhmm, Dilma Rousseff foi declarada Presidente da República.
Ao longo da campanha, tanto no primeiro, quanto no segundo turno, tivemos que lutar incessantemente e incansavelmente contra a mídia que sempre foi a verdadeira e única oposição ao Governo Popular de Lula, que ao longo dos anos de seu governo sempre contra ele a mídia pregou o golpismo e, nas eleições, a distorção da verdade. Esse termo usado para denunciar tal movimento midiático conhecido por PIG (Partido da Imprensa Golpista), foi criado por nós, internautas, por nós sempre atentos.
Fazem parte do PIG, entre outros, a Veja, a Organização GLOBO, a Folha, etc., que são veículos que pertencem ao poder e que, se no passado apoiou o golpe militar e a ditadura que o precedeu, hoje quer ela mesma ser a golpista contra o povo brasileiro, boicotando a DEMOCRACIA, por quem tantos foram torturados ou perderam a vida.
Em 2006 escrevi Lutar é Preciso, já que deveríamos lutar, sempre, em defesa da Democracia. Lutamos e vencemos. Ontem e, agora, hoje.
Por essa razão reproduzo aqui o que escrevi naqueles idos. Por ser a verdade. Por ser atual...
LUTAR É PRECISO!
(Paulo da Vida Athos)
Tenho ganas de arrancar desesperanças,
De erguer as cabeças baixas que por mim vejo passar,
De erguer os punhos dos braços inertes pelos quais cruzo
Nas ruas e nas calçadas da cidade em seu leito de medo.
Medo é morte prematura!
Morrem os sonhos e as esperanças,
Morre o brilho no olhar e o ideal,
Morre a vontade! A vontade não pode morrer!
A vontade é vento sudoeste,
Que se não afunda a nau, faz chegar depressa!
Que afunde a nau, pois que afunde! Pouco importa!
O poeta disse apenas que navegar é preciso:
Não disse o quanto nem para onde!
Esse povo é minha nau e a vida o mar.
É preciso que navegue que não caia na calmaria,
Do se deixar ficar, indolente e quedo, imerso em medo,
Pois a história passa
E o mar de hoje é oceano do eterno.
Singremo-lo, portanto!
Despojados, despertos, diversos do que fomos
Se mudar também for preciso...
Mas que não se arrastem os mastros mestres
De nossos braços!
Eles sustentam o velame da embarcação que somos:
Nossa alma!
E nossa alma precisa de vento,
Como nós precisamos da vida,
O prisioneiro, da liberdade,
E a Democracia, de nós!

Carta a duas guerreiras
Fernanda Tardim e Gilda Arantes, boa tarde
... e a tarde é bela e boa nesse momento de céu azul no Rio de Janeiro, que ficou ainda melhor e mais bela para mim, ao ler as palavras amigas com que me brindaram.
Como não me envaidecer diante de elogios de duas bravas guerreiras, combativas pela gente brasileira e dedicadas de corpo e alma a essa luta fantástica de não permitir com que o homem se desumanize, nem se sinta na solidão dos abandonados, dos sem voz?
Confesso que peco esse pecado, que não sei se venial ou mortal, me deliciando por alguns momentos na crença passageira de que sou tudo isso que me brindam com suas palavras. Mas é por um átimo. Apenas.
Logo minha alma se alerta de que somos, eu e ela, um reflexo de pessoas como vocês, com quem fui aprendendo ao longo da vida, ao longo de décadas de uma forma mais coloquial e, na última década e meia, também virtualmente.
Somos de um tempo mais lento, em que se escrevia cartas ou se confabulava pelos desvãos das noites ou das madrugadas, das tardes ou das manhãs ensolaradas, no becos ou nos botecos, no campus, nos campos, e nas ruas das cidades, de coisas ditas assim com mais sussurros do que bilhetes, onde a pressa de se chegar à praia cedeu lugar à presa de liberdade, de democracia, de justiça legal e social.
Muito foi feito. Muito mais ainda está por fazer. Abalamos pela raiz um parasita que queria matar uma árvore chamada Brasil: ela e seus frutos, sua gente, seu povo. Em lugar do parasita plantamos uma mudinha novinha em folha, de Democracia, que deu sua primeira flor em 1988, através do fruto da Constituinte, um fruto que virou sementeira.
Essas sementes, tal como uma passagem literária milenar e conhecida, foram e estão sendo lançadas pelos quatro cantos desses brasis; algumas caem em terreno fértil, outras nas areias ou nos rochedos, e essas últimas estão à espera de um vento forte ou o bico de uma ave, para serem levadas também a solo fértil, já que são sementes que não morrem. Apenas estão à espera...
A Democracia foi plantada, e é adubada e regada com o sangue e a esperança de milhões de jardineiros. Nós, os que vivem no Brasil, brasileiros ou não, que por ela se deram e se dão, nessa doação do ser, nessa doação do amor.
Vocês são jardineiras, com quem também fui e vou aprendendo. Sempre temos algo a aprender e algo a ensinar. Sempre.
Hoje a Democracia é árvore mais madura, mas seus frutos ainda não chegaram a todos, livres ou prisioneiros, sãos ou doentes, ilustrados ou analfabetos, e aí reside nossa vocação, nosso ideal e nossa missão.
E para tanto, é necessário ficar de olhos muito bem abertos, com a atenção dos convictos aos sons que surgem das ruas.
Para que não tentem outro golpe que venha a solapar o povo.
Ou se tentaram, como sempre tentam nesses tempos da grande festa democrática, a Eleição, possam ouvir em bom tom, dos ecos vindos de Espanha:
“ - No pasarán!”
Paulo da Vida Athos
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2010, 14:55h.

O filme se repete. Com algumas variantes, mas revelando a reconhecida incapacidade crônica da direita em criar fatos em época eleitoral, tentam enfiar Lula e seu governo popular no novo golpe midiático que chamam de “vazamento de dados sigilosos de integrantes do PSDB e de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra.”
Nada mais rançoso e cretino.
Relembro 2006, quando, em uma sucessão de escândalos veiculados pela mídia ao apagar das luzes em setembro daquele ano, um ministro do Supremo Tribunal Federal, se referindo a escutas criminosas em telefones daquela egrégia Corte, disse que “os fatos são graves e eventualmente poderiam até impugnar a candidatura ou a posse de Lula”.
Segundo as prensas, rádios, e emissoras de TV, por outra vertente, o PT teria comprado por cerca de 2 milhões de reais uma série de documentos falsos para forjar acusações contra os candidatos Alckmin (candidato à presidência) e José Serra (candidato ao governo de São Paulo), ambos do PSDB.
Era uma acusação em cima da outra, ora contra Lula, ora contra o PT, e, enquanto tentavam empurrar o escândalo do mensalão na conta de Lula, pesquisas do Ibope e Datafolha demonstravam que a crise do chamado dossiê antitucano (que na verdade só prejudicariam a campanha vencedora de Lula), não colou no presidente. No final de setembro as duas pesquisas mostravam Lula no mesmo patamar para intenções de votos – 48% no Ibope e 49% segundo o Datafolha; e Geraldo Alckmin com 32% no Ibope e 33% no Datafolha. Assim, Lula venceria no primeiro turno, sem maiores dificuldades. Em nenhuma das pesquisas Lula perdeu eleitor. A mídia não conseguiu. Lula não ganhou no primeiro turno, foi esse o único resultado prático daquele golpe midiático: mas foi eleito no segundo turno.
Com o despudor de sempre, e mais uma vez sem o menor constrangimento, a oposição, leia-se DEM (ex-PFL) e PSDB, e a mídia, estão de braços dados na nave da História. Ou seria, a mídia, ela mesma a oposição, e a oposição apenas massa de manobra que depois será descartada pelos senhores do capital? Nesse ponto já até ouço os patrulheiros ideológicos que se revelaram “quinta-coluna” e esqueceram o passado, tipo Arnaldo Jabour, Serra, etc., que há tempos andam em xodó, bramindo em fúria que ”esse negócio de falar mal do capitalismo é coisa de comunista e comunismo não existe mais”.
Pode ser que, para a maioria, o comunismo não exista mais, já que derrubaram o muro de Berlim e o muro é quem era comunista (contra a ignorância não há argumentos). Mas que o capital está aí, está, selvagem como sempre e mais despudorado que nunca, não há quem me convença ao contrário.
Nem a mim, nem ao povo que não é bobo e tem memória, e, se não se lembra dos anos de chumbo (já que a mídia fez bem se papel de ocultar as atrocidades cometidas contra ele), não esqueceu dos anos de fome, coisa que antes do governo popular de Lula, grassava no solo dessa pátria mãe gentil. Hoje, a classe C no Brasil, que historicamente vivia de forma sub-humana, que só tinha visibilidade em ano eleitoral, passou a ser chamada de “a nova classe média” e responde “por cerca de 43% do potencial de consumo nacional”. Essa gente, meu caro, essa gente brasileira que hoje participa e se informa sem o monopólio do Partido da Mídia Golpista, a verdadeira oposição a Lula, não vai ser levada no gogó...
Essa gente está frequentando a universidade através de seus filhos, tem emprego com carteira assinada (foram mais de 13 milhões de postos de trabalho em sete anos), a maioria tem casa própria, e ninguém está passando fome como era comum antes de Lula. Sim, existem dois “brasis”, meu caro, um antes, e outro depois de Lula. E isso, não tem volta.
A quem interessa um dossiê? A Dilma não, pois está disparada na frente de Sera. Não somos imbecis! Não vai ser um repeteco de dossiê cretino que vai derrubar Dilma Rouseft, a candidata de Lula e do povo.
É pouco, muito pouco.
Não conseguiriam, nem mesmo reeditando novo golpe sujo como o de 64, que parece ter ainda muitas viúvas o pranteando.
Como disse em 2006, e repito agora diante da mesma cena histórica do desespero oposicionista, derrubar Lula ou Dilma, senhores:



Oraçao para Oxumare Que Oxumaré nos cubra com sua bênção Traz para nós, Oxumaré, saúde para o corpo, paz para o coração, clareza para o pens...