A cada passo mais um passo se apresenta. O caminho não importa muito. O importante é caminhar. Mas será só isso mesmo? Não creio. Não para mim! Não para muitos! Podemos e devemos tornar o caminho mais limpo por onde passarmos. Como? Lutando com indignação contra os erros que encontramos por onde vamos... Paulo da Vida Athos é o pseudônimo de PRAD
quinta-feira, outubro 25, 2018
terça-feira, setembro 25, 2018
A classe media odeia pobre
A classe dominante não tem ódio, tem astúcia. Ela terceiriza o ódio para a classe média de direita, que odeia o pobre e pensa que é classe dominante.
terça-feira, junho 26, 2018
Ju Aventureira David
Ju, bom dia minha aventureira...
Que seja muito bom esse primeiro dia de um novo ano em
tua vida, de muitos que ainda virão, e plenos de aventura!
Que estejas em paz; que sejas paz!
Não a paz dos ascetas, que contigo não combina, mas a paz
de quem conquista cordilheiras, rasga o mundo, acaba de vencer batalha, viver
uma grande aventura ou realizar um sonho.
E que ela se esparrame pelos teus dias, pelas tuas horas,
pelos teus caminhos.
Mas em tua ausência, que não se perturbe.
Faça da inquietude combustível para novos sonhos, novos
ideais, e mude a rota, o rumo, e reme, reme forte para vencer correntezas, ou
faça das tempestades tuas aliadas e use o vento a teu favor para navegar mais
rápido e vencer obstáculos...
Ao fim, sempre, encontrará a Vitória sorrindo à tua
espera, sem esquecer que nem sempre a vitória é o que se pega, o que se
conquista, se resumindo, muitas vezes, apenas ao caminho que fazemos até chegar
ao destino, como acontece com as águas de um rio.
E que tenhas como destino e conquista: viver!
Apenas!
Porque viver em plenitude, é amar nossos momentos felizes
sem odiar aqueles que em que derramamos lágrimas, entendendo que fazem parte de
um aprendizado no qual, cada dia, é uma nova lição que temos diante de nós, que
nos tornará mais sensíveis à própria Vida, melhores, e mais merecedores dela.
Viva cada minuto como se fosse o último, mas sem jogar a
vida fora, porque viver assim, amada, é maior tesouro que existe!
Te amo.
Beijos!
sexta-feira, abril 06, 2018
Dicionário Político Brasileiro - Manifestoche
Dicionário Político Brasileiro
Manifestoche
substantivo masculino
1.
membro de antiga milícia
psdb-pmdb, orign. formada por escravos da elite brasileira comandada pelo Mercado e
a grande mídia conservadora, também chamados de coxinhas, pertencente à classe
C que ascenderam à classe média, e antigos membros da classe média que se achavam ricos, e foram convertidos ao capitalismo como nova
classe rica e acabaram desempregados e ainda perderam direitos trabalhistas e
previdenciários, que ajudaram a dar o Golpe de 2016 e passaram a perseguir Lula
e o petismo por ordem da elite econômica do Brasil, para reimplantar o
neoliberalismo que não conseguiram em razão de 4 derrotas eleitorais.
2.
Componente de Ala da Escola de
Samba Paraíso do Tuiuti em 2018.
3.
O mesmo que manifantoche
4.
Pessoa desprovido de inteligência
que obedece aos comandos da Rede Globo de Televisão, como um cão segue seu
dono.
5.
Indivíduo carente de conhecimento
da História
6.
Antipetista/antilulista
7.
Pato do pato da FIESP
8.
Eleitor de Bolsonaro
9.
Asno
Edição: P.D.Athos – 06/04/2018
terça-feira, março 20, 2018
quinta-feira, março 15, 2018
domingo, fevereiro 11, 2018
Proibicionismo e Ignorância
Um conhecido meu, durante uma conversa sobre "caos na segurança pública do Rio de Janeiro", saiu com essa pérola:
-"Enquanto tiver quem compre (drogas), não acaba o tráfico".
A ignorância é até escusável, mas apenas naqueles casos em que o ignorante não tem fontes ou meios de sair dela. É mas esse não é, absolutamente, o caso desse conhecido.
Ignorante, mas podendo sair do obscurantismo, ao revés prefere nele manter-se e, para piorar, passa a emitir opinião sobre temas científicos com relação aos quais não tem a mais singela intimidade, apenas pautado em seu achismo.
Poderia responder dizendo que enquanto tiver quem use energia elétrica sua transmissão não acaba, o que não ē tão óbvio, mas daria no mesmo, seria tão irrelevante quanto o que ele afirma e não acenderia uma lâmpada que o tirasse do escuro.
Ele disse algo elementar: se ninguém compra algo esse algo não gera lucro.
Mas isso não é o caso da existência do tráfico de drogas e suas danosas e mortais consequências. O que då vida ao træfico é a proibição.
Quando a cocaina, a maconha, a heroína e o ópio eram usados livremente pela humanidade, tanto quanto o tabaco e o álcool o comércio existia e era pacífico.
Geravam lucros comuns ao mercado e à economia.
A informação mais antiga de proibição que me vem â memória, foi da declaração de guerra da Inglaterra à China porque a China proibiu que os ingleses vendessem seu ópio por lá, em 1839.
À época o ópio representava metade das exportações inglesas para a China.
Quando surge o proibicionismo dando vida ao tráfico da cocaína e da maconha, ou do álcool por breve período de pouco mais de uma década nos EUA, o volume de dinheiro arrecadado pela narcotraficância não passou despercebido pela economia, nem pelo crime.
Al Capone é icônico no que diz respeito ao tráfico do álcool e da riqueza gerada pela proibição. Quem não ouviu falar do velho Al?
Pois é...
A única conclusão possível não é que "o tráfico existe porque tem quem compre" (essa é uma opinião tão acanhada e pequena quanto o conhecimento sobre o tema, de quem a emite).
O correto é afirmar que o tráfico existe porque existe a proibição.
Não fosse a proibição, a cocaina, o ópio, a heroína e a maconha, poderiam estar com sua produção, uso e comércio, regulamentados, como o álcool e o tabaco, no botequim mais perto de você, sem gerar dinheiro para a compra de um fuzilzinho sequer.
Sem o proibicionismo e, por extensão, sem o trafico dele oriundo, o resultado primário é que em nossas favelas, hoje chamadas de "territórios" ou "comunidades", seriam apenas bairros ou locais onde moram pessoas mais pobres que ainda não tiveram possibilidade, ou vontade, de encontrar um local melhor para morar.
Simples assim.
Sem esse papo também pequeno de que isso facilitaria os viciados. Ora, nem todos os que bebem álcool se tornam alcoólatras, assim como nem todos que usam o tabaco estão livres dos danos físicos ou mentais provocados pelo alcatrão.
E se viciarem-se, problema deles! Como qualquer alcoólatra ou bêbedo na rua: se não comete um crime, é direito deles acabarem com suas vidas com qualquer drogas, inclusive com crack.
Isso é respeito constitucional ao princípio da individualidade.
O que não é plausível é continuar vendo a proibição financiar fuzis para o tráfico por ela produzido, e ouvir calado ignorantes culpando quem usa drogas pela existência de tráfico.
O que é inaceitævel, é ver esses fuzis matarem uma criança por dia.
sexta-feira, janeiro 05, 2018
quinta-feira, janeiro 04, 2018
Companhia
Companhia
Sim,
a saudade é isso mesmo,
essa presença da ausência
de um lugar,
de uma pessoa,
de um pedaço de nós
que ficou no caminho.
Um sentimento,
uma sensação de alma,
um perfume de lembrança
que surge do nada,
de uma esquina
por onde não mais passamos,
de um cheiro que a brisa trouxe.
Quem sente saudade tem lembranças,
quem tem lembranças tem recordações
e quem tem recordações,
é rico!
Sinto ternura por todas as minhas saudades.
Rio, 03/01/2012
Paulo da Vida Athos
domingo, dezembro 24, 2017
Amanhã é dia de Natal
Amanhã é dia de Natal.
Sei que nem todos os meus amigos são cristãos e que alguns deles consideram uma data que se tornou comercial. Também não sou cristão e tenho bastante consciência do comércio que gira em torno dessa data religiosa.
Mas isso da religião e o comércio cirandarem no tempo não é novidade para a humanidade. O registro mais antigo que posso apontar da existência desse vínculo, vem também de Jesus quando se insurgiu contra “os vendilhões do templo” (era assim que o padre de meu primeiro colégio se referia ao fato).
Mas tirando isso, essa é uma data em que os verdadeiros cristãos, e, quando falo verdadeiros me refiro àqueles que, tal como seu Mestre, pregam o amor, o perdão, a tolerância, o senso de humanidade, a caridade, e que se insurgem contra a desigualdade e a injustiça social, rebelando-se, insuflando-se e insuflando, indo para as ruas, esclarecendo o povo, ficando ao lado do povo, tentando um mundo melhor para todos, como era o caso de Jesus, que, se bem que não fosse marxista, era um revolucionário.
Então, é pela essência dessa data, e pela filosofia daquele que é ou pelo menos deveria ser o único homenageado, que uso esse espaço para desejar a todos, sem exceção, que tenham um belo dia, uma bela noite de Natal, e que cada prece que subir aos céus por esse mundo a fora, cada garrafa de vinho que for aberta, cada abraço que for dado, cada sorriso de criança diante da caixa de presente deixada por Noel, seja, na vida de cada um, um dia de saúde, de paz, e repleto do amor e da solidariedade que o homenageado deixou como lição.
Feliz Natal!
Amem.
Amém.
Paulo da Vida Athos
Rio, 24/12/2016
quinta-feira, dezembro 21, 2017
Revelação
Encontrar-te
foi como me reencontrar,
completar-me
com o pedaço melhor de mim.
A forma, o lugar,
o teu olhar, a tua luz,
a energia e intensidade
que circunscreveu de eternidade
aquele instante,
foram mágicos.
Soube na hora
estar diante da mulher
para minha vida inteira,
e que a Vida me preparara
para encontrar a ti,
naquele instante,
para o restante
e o eterno
de todas as minhas horas.
A poesia tem disso...
Torna-nos sensíveis,
sensitivos,
e o poeta sabe
quando está diante do não transitivo,
do não explicável
ao se revelar,
como se, inteiro,
já estivesse em sua vida
antes da própria concepção.
E essa foi forma perfeita,
finalizada, plena, absoluta,
com que o amor se revelou
em mim, através de ti,
para desmentir o poeta:
-Não!
Não és um fingidor!,
nascestes para viver o amor,
que por ela
sentes!Paulo da Vida Athos
Dez/2017
terça-feira, dezembro 19, 2017
Preciso de um velho ano-novo
Preciso de um velho ano-novo
Preciso de um novo ano
que devolva a Vida
que ficou numa esquina qualquer do tempo,
perdida,
a buscar ecos de sonhos
e inocência,
e de crianças nas ruas despojadas do medo
de brincar de ciranda,
de ficar sozinha,
de alcançar o céu das amarelinhas,
de pular corda,
de rodar pião,
de se apossar das calçadas,
de pelada nas ruas,
de jogar botão,
de namorar a lua.
Preciso de um novo ano velho
que resgate o entusiasmo de despertar
com sorriso no rosto,
de me emocionar
com barquinhos de papel,
com as chuvas de verão,
com bolas de gude,
de pés no chão,
em que seja proibido
não se deixar levar pelo encanto
do canto dos pardais,
de se emocionar com o amor,
de se render à paixão.
Preciso de um velho-ano novo
despido de preconceitos,
onde se tente
impor amor, não opinião,
prevaleça o ser sobre o ter,
a liberdade de credo,
a disposição do corpo,
a deposição do gênero,
a ternura eterna.
Amém!
Um ano novo em que
cada um possa,
incensuravelmente,
sair de mãos dadas
com a pessoa amada,
beijar quando sentir vontade,
rir todos os seus risos e
chorar todas as suas lágrimas,
sem que ninguém se sinta agredido
pela felicidade
ou tristeza
do outro.
Preciso de um ano assim,
de cumplicidade,
de amizade incondicional,
de grandes festas em cada alvorada,
de felicidade infinita
diante do pôr-do-sol.
Um ano
que se embebede,
todos os dias,
de amor
e poesia.
(Paulo da Vida Athos – Rio, Dez/2017)
quarta-feira, agosto 02, 2017
Meu filho
Tenho em minha vida o homem mais doce que existe, meu filho.
Quem tem a felicidade de conhecê-lo, sabe disso.
Um cara amigo, leal, com coração enorme como ele, um coração que se preocupa com a injustiça, com o cara que está na rua sem teto, com o mendigo que cata resto de comida nas lixeiras da cidade, com o futuro das crianças, com a solidão dos velhos, com as vítimas da violência, da fome, dos que tiveram suprimida a esperança.
Conhecer meu filho é conhecer a essência do humanismo, a pureza das crianças, o onirismo dos idealistas, a nobreza de um guerreiro nagô.
Meu filho é um homem especial, um ser humano incrível, uma pedra valiosa e rara.
Os problemas mais complexos ele consegue equacionar numa ação que muitos levam anos, décadas para compreender: vivendo.
Ele me ensinou que viver nem sempre é mergulhar na vida da forma como compreendemos, ansiosos, como aprendi com meus avós, nos tornando náufragos na ansiedade que se transforma em mar.
Para ele, viver é um ato simples que requer pouco, muito pouco, como sentar na areia e olhar o mesmo mar no qual os outros naufragam, com outro olhar, para perceber a bóia, o banco de areia, ou aprender a boiar.
Viver para ele é sinônimo de liberdade. De respeitar a liberdade. De lutar pela liberdade daquilo que você crê.
E de ser feliz na simplicidade de ser livre.
Acho que acima de tudo meu filho tem a sabedoria que abandonamos na adolescência, sonhar.
Por isso o admiro tanto, e dele me orgulho tanto.
Independente de quais sejam nossos objetivos, se não estivermos impregnados por nossos sonhos, nada valem.
E meu filho me ensinou isso com a técnica mais sutil dos sábios: o amor.
E o fez com o amor mais bonito que um ser humano pode amar.
O mundo e a vida, sem ele, seriam mais pobres.
Você conhece meu filho? Ótimo para você.
Não conhece? Que pena! Sabe aquele cara que se torna o personagem inesquecível? É ele. Torça para encontrá-lo!
Ele não vai te tratar diferente do que trata qualquer criança.
Vai tratar igual, com o mesmo carinho e atenção, porque a base de suas relações é simplesmente o amor.
Conhecer meu filho deixa qualquer um mais rico, mais doce, mais humano e, principalmente, mais feliz.
Como eu sou por fazer parte de sua vida.
Obrigado, meu filho.
Por tudo!
Te amo.
domingo, abril 02, 2017
Quando um juiz não é magistrado
Magistrado é aquele que, intimamente convencido, independente de forças externas ao processo que exijam a condenação, absolve ainda que colidindo com a vontade dessa maioria; e, igualmente condena, ainda que todos clamem pela absolvição de um réu, fundamentando sua decisão, em ambos os casos, de forma trasnparente como a imagem que se vê através de um espelho de cristal. Não fazendo dessa forma, é apenas alguém que ocupa uma das funções sociais mais importantes para a democracia, de forma ditatorial, pequena e arbitrária. Magistrado é aquele que se tiver que colocar condenados em liberdade, quando a prisão não apresenta condições mínimas para a execução da pena com dignidade humana, não teme fazê-lo diante da opinião pública ou midiática. Já aconteceu isso algumas vezes no Brasil. Sem advogados não existe democracia, é correto. Mas sem magistrados, ela nem nasce, e, se nascer, morre ao primeiro suspiro. No Brasil, regra geral, quando a mídia aponta para um juiz, ele é magistrado é a está contrariando. Quando não é, é Moro.
quarta-feira, janeiro 25, 2017
Lisboa
Lisboa...
Saudades dessa cidade, desse país, dos que lá estão, dos que já não voltam, dos que distam de meus olhos tristes...
Saudades dessa cidade, desse país, dos que lá estão, dos que já não voltam, dos que distam de meus olhos tristes...
domingo, janeiro 01, 2017
Castigo
Castigo
Ocupas minha memória
em retalhos
que vou recolhendo
enquanto costuro uma história
eterna e inacabada,
que tem alicerce no nada,
para desembocar em sonhos
que levam
a lugar nenhum.
Te dei todo amor que eu tinha.
Tu, não tinhas nada.
Teu castigo não é ser vazia!
É o nunca ter sentido
amor algum...
Rio, 1 de Janeiro de 2017.
(Primeira visita do ano)
Ocupas minha memória
em retalhos
que vou recolhendo
enquanto costuro uma história
eterna e inacabada,
que tem alicerce no nada,
para desembocar em sonhos
que levam
a lugar nenhum.
Te dei todo amor que eu tinha.
Tu, não tinhas nada.
Teu castigo não é ser vazia!
É o nunca ter sentido
amor algum...
Rio, 1 de Janeiro de 2017.
(Primeira visita do ano)
sexta-feira, dezembro 30, 2016
Ano macunaíma
Ano Macunaíma
Ouvi gente maldizer as horas do tempo desse ano que se despede deixando marcas nas praças e nas gentes, como fosse ele amaldiçoado, um pária, despojado até do direito de ter passado, de ser lembrado.
-"Ano macunaíma, sonso e cretino assim, nem deveria ter existido", ouvi numa esquina, de duas mulheres vestindo camisetas verde-amarelas.
Realmente 2016 foi um ano ladeira abaixo para a maioria: os pobres, os banidos, os excluídos, as minorias que fazem parte dessa maioria de despossuídos de direitos que formam a grande base da pirâmide: a massa.
A bandeira da luta de séculos em busca de alguma justiça e igualdade social não resistiu desfraldada muito tempo; pouco mais de uma década e, durante ela, não passou uma semana inteira sem que sofresse atentados.
Uma, duas vezes, três vezes! Mas, quatro vezes era insuportável. Que negócio é esse de sairem da senzala? do jugo? Que papo é esse de invadirem meu shopping?
Minha praia vá lá, água e areia tem mesmo pra todo mundo, e rock é mesmo pervertido. Mas meu aeroporto? Aí tá de sacanagem!
Ver aquela gentalha infestando aeronaves como baratas, ouvir aquele dialeto tipo "o probrema é o seguinte", "casca uma laranjinha pra nóis aí, meu", "num vai tê armoço não?, "Ih! o largato tava uma delícia!", na poltrona ao lado, é foda.
Não deu para uma minoria seleta aguentar mais quatro anos de governo progressista.
Então, o que fazer?
Simples, a receita tradicional.
Corrupção, governo corrupto, mar-de-lama, governo incompetente, comunistas, e a mídia, o martelo da mídia agora mais sofisticado. Prensas quase aposentadas e a nova vedete, a TV!
Com ela entrando na vida de 90 milhões de famílias todos os dias, quatro vezes por dia, é mole!
Basta repetir a arenga. Deu certo com Getulio, deu certo com Jango, quase deu certo com Lula, porque não daria certo com uma mulher? E deu certo. Não por ela ser mulher, mais pelo imenso investimento na covardia... Dilma é guerreira, não se deixa abater.
Foi como em Hamelin, a flauta eletrônica foi eficaz!
A classe média, que historicamente odeia a classe dominante tanto quanto explora e odeia as classes abaixo dela, foi o alvo.
A TV dava a senha, tatatatá: e o domingo na orla tinha mais um programa antes das geladinhas na areia: gritar fora Dilma!
Chovia pato!
Pior que a classe média estava hipertrofiada pelos nela recém ingressados - que agora perceberam o engodo - e nossa velha política não se fez de rogada: de uma tacada, menos de 500 deles invalidaram mais de 54 milhões de votos.
Tiraram Dilma, eleita democraticamente, e, em em seu lugar, colocaram uma quadrilha, como agora todos já sabem, liderada por Temer, o traidor.
Aí vem o golpe que antecede o golpe final: os políticos passaram a legislar contra o povo; contra os que elegeram Dilma e contra os que apoiaram o golpe.
E assim o projeto vencido nas urnas passou a ser votado e aprovado pelos mesmos políticos que se negavam a votar e aprovar os projetos que favoreceriam o trabalhador e o povo brasileiro, quando Dilma os apresentava.
Só que a dose foi muito forte e eles perderam o controle além do juízo, e tal como um trem desgovernado o ovo-da-serpente chamado Lavajato acabou detonando a economia de forma estrutural.
O que era para ficar em círculo coordenado e predeterminado se tornou um Orós e grandes empresas brasileiras foram desmoronando, e a economia, que é como a engrenagem de um relógio suíço, desandou junto, e o tal rombo que a corrupção fez na Petrobras se tornou gorjeta perto do rombo que a lavajato provocou em nossas mais lucrativas empresas e na economia nacional.
Como consequência, número de desempregados atingiu 12,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em novembro último, número 33,1% maior do que o mesmo trimestre do ano passado; e vai piorar em 2017.
Aposentaram a aposentadoria. Silêncio nas panelas...
Ou seja, o golpe saiu inúmeras vezes mais prejudicial que a corrupção que, como sabemos, não vai acabar.
O golpe esta em movimento. Depois que Temer fizer a parte que lhe cabe será descartado. Igualzinho aos paneleiros de minha rua e aos patinhos que idolatraram a FIESP.
Risível.
Mas apesar de tudo não vejo 2016 como um ano perdido. Coisas maravilhosas aconteceram nele, e outras, tão maravilhosas quanto, foram preservadas.
Entre elas a vida, a esperança, a capacidade de sonhar, de crer, de lutar e prosseguir devem permanecer intactas.
Perdemos uma luta, companheir@s, mas lutar faz parte da vida de quem tem como objetivo mudar as coisas. A luta mantém vivo.
Não sou peixe morto que só nada a favor da maré.
Desembarcarei de 2016 mais experiente, mais forte; viver sempre fortalece.
E embarcarei em 2017 cheio de esperança, sonhos, e vontade de realizá-los.
A conversa que relatei no inicio, foi de duas mulheres de bem que estavam horrorizadas com as mudanças na aposentadoria.
Lembro tê-las visto comemorando a saída de Dilma...
Feliz ano novo para tod@s!!
E, #ForaTemer!
Ouvi gente maldizer as horas do tempo desse ano que se despede deixando marcas nas praças e nas gentes, como fosse ele amaldiçoado, um pária, despojado até do direito de ter passado, de ser lembrado.
-"Ano macunaíma, sonso e cretino assim, nem deveria ter existido", ouvi numa esquina, de duas mulheres vestindo camisetas verde-amarelas.
Realmente 2016 foi um ano ladeira abaixo para a maioria: os pobres, os banidos, os excluídos, as minorias que fazem parte dessa maioria de despossuídos de direitos que formam a grande base da pirâmide: a massa.
A bandeira da luta de séculos em busca de alguma justiça e igualdade social não resistiu desfraldada muito tempo; pouco mais de uma década e, durante ela, não passou uma semana inteira sem que sofresse atentados.
Uma, duas vezes, três vezes! Mas, quatro vezes era insuportável. Que negócio é esse de sairem da senzala? do jugo? Que papo é esse de invadirem meu shopping?
Minha praia vá lá, água e areia tem mesmo pra todo mundo, e rock é mesmo pervertido. Mas meu aeroporto? Aí tá de sacanagem!
Ver aquela gentalha infestando aeronaves como baratas, ouvir aquele dialeto tipo "o probrema é o seguinte", "casca uma laranjinha pra nóis aí, meu", "num vai tê armoço não?, "Ih! o largato tava uma delícia!", na poltrona ao lado, é foda.
Não deu para uma minoria seleta aguentar mais quatro anos de governo progressista.
Então, o que fazer?
Simples, a receita tradicional.
Corrupção, governo corrupto, mar-de-lama, governo incompetente, comunistas, e a mídia, o martelo da mídia agora mais sofisticado. Prensas quase aposentadas e a nova vedete, a TV!
Com ela entrando na vida de 90 milhões de famílias todos os dias, quatro vezes por dia, é mole!
Basta repetir a arenga. Deu certo com Getulio, deu certo com Jango, quase deu certo com Lula, porque não daria certo com uma mulher? E deu certo. Não por ela ser mulher, mais pelo imenso investimento na covardia... Dilma é guerreira, não se deixa abater.
Foi como em Hamelin, a flauta eletrônica foi eficaz!
A classe média, que historicamente odeia a classe dominante tanto quanto explora e odeia as classes abaixo dela, foi o alvo.
A TV dava a senha, tatatatá: e o domingo na orla tinha mais um programa antes das geladinhas na areia: gritar fora Dilma!
Chovia pato!
Pior que a classe média estava hipertrofiada pelos nela recém ingressados - que agora perceberam o engodo - e nossa velha política não se fez de rogada: de uma tacada, menos de 500 deles invalidaram mais de 54 milhões de votos.
Tiraram Dilma, eleita democraticamente, e, em em seu lugar, colocaram uma quadrilha, como agora todos já sabem, liderada por Temer, o traidor.
Aí vem o golpe que antecede o golpe final: os políticos passaram a legislar contra o povo; contra os que elegeram Dilma e contra os que apoiaram o golpe.
E assim o projeto vencido nas urnas passou a ser votado e aprovado pelos mesmos políticos que se negavam a votar e aprovar os projetos que favoreceriam o trabalhador e o povo brasileiro, quando Dilma os apresentava.
Só que a dose foi muito forte e eles perderam o controle além do juízo, e tal como um trem desgovernado o ovo-da-serpente chamado Lavajato acabou detonando a economia de forma estrutural.
O que era para ficar em círculo coordenado e predeterminado se tornou um Orós e grandes empresas brasileiras foram desmoronando, e a economia, que é como a engrenagem de um relógio suíço, desandou junto, e o tal rombo que a corrupção fez na Petrobras se tornou gorjeta perto do rombo que a lavajato provocou em nossas mais lucrativas empresas e na economia nacional.
Como consequência, número de desempregados atingiu 12,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em novembro último, número 33,1% maior do que o mesmo trimestre do ano passado; e vai piorar em 2017.
Aposentaram a aposentadoria. Silêncio nas panelas...
Ou seja, o golpe saiu inúmeras vezes mais prejudicial que a corrupção que, como sabemos, não vai acabar.
O golpe esta em movimento. Depois que Temer fizer a parte que lhe cabe será descartado. Igualzinho aos paneleiros de minha rua e aos patinhos que idolatraram a FIESP.
Risível.
Mas apesar de tudo não vejo 2016 como um ano perdido. Coisas maravilhosas aconteceram nele, e outras, tão maravilhosas quanto, foram preservadas.
Entre elas a vida, a esperança, a capacidade de sonhar, de crer, de lutar e prosseguir devem permanecer intactas.
Perdemos uma luta, companheir@s, mas lutar faz parte da vida de quem tem como objetivo mudar as coisas. A luta mantém vivo.
Não sou peixe morto que só nada a favor da maré.
Desembarcarei de 2016 mais experiente, mais forte; viver sempre fortalece.
E embarcarei em 2017 cheio de esperança, sonhos, e vontade de realizá-los.
A conversa que relatei no inicio, foi de duas mulheres de bem que estavam horrorizadas com as mudanças na aposentadoria.
Lembro tê-las visto comemorando a saída de Dilma...
Feliz ano novo para tod@s!!
E, #ForaTemer!
sexta-feira, dezembro 09, 2016
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Penúria
Penúria
Não precisou muito
pra vida se vestir em festa,
bastou meus olhos encontrar os teus
e a luz da tarde se misturar
com a luz de teu olhar
enquanto o meu olhar
se perdia no desenho de tua boca.
Tua presença
é como sol que rasga sombras
e tintura cores,
revelando que tua ausência
deveria ser banida
por decreto,
do céu de minha vida.
Dá pena ver,
que não te ver,
transforma minha vida
em pena.
(Paulo da Vida Athos)
Não precisou muito
pra vida se vestir em festa,
bastou meus olhos encontrar os teus
e a luz da tarde se misturar
com a luz de teu olhar
enquanto o meu olhar
se perdia no desenho de tua boca.
Tua presença
é como sol que rasga sombras
e tintura cores,
revelando que tua ausência
deveria ser banida
por decreto,
do céu de minha vida.
Dá pena ver,
que não te ver,
transforma minha vida
em pena.
(Paulo da Vida Athos)
sexta-feira, junho 05, 2015
A poesia...
A poesia é um espelho que cruzamos no corredor do tempo, que reflete nossa imagem interior, nossos sonhos e lembranças, até aqueles que nem foram vividos. A gente sempre se encontra em um poema. Mesmo que ele se resuma em uma frase...
Assinar:
Postagens (Atom)
Oraçao para Oxumare
Oraçao para Oxumare Que Oxumaré nos cubra com sua bênção Traz para nós, Oxumaré, saúde para o corpo, paz para o coração, clareza para o pens...
-
Kaô Kabecilê, Xangô! Que a justiça seja acompanhada pela sabedoria. Que a verdade seja acompanhada pela misericórdia. Que a força seja acomp...
-
Oração para Oxossi Oxossi é aquele que está à frente em minhas caminhadas e tem sob seus olhos, ao mesmo tempo, os pés onde piso, meu lado e...
-
Oração para Iansã Ôya, Senhora dos ventos que dançam, Dona dos trovões que acordam o mundo, Mãe que rasga a escuridão com suas espadas de lu...








