domingo, junho 17, 2012

Poeta-deus...




Ontem meus sonhos peregrinos
circulavam em montanhas desconhecidas
de distantes galáxias.

Felicidade era, antes,
o resumo do sonhar, que do sentir,
e eu sentia apenas os efeitos
da própria sensibilidade criadora
que existe na alma do poeta.

Musa, não havia.

Auto inspiradora e egoísta,
a poesia nascia de si para si,
tal como um deus egoísta
que nada mais desejasse
que seu próprio existir.

Andei assim,
durante muitos séculos.

Em almas hospitaleiras,
ou hostis,
deixei um pouco de meu ser
e conduzi comigo,
também,
o lastro de cada uma delas.

Fui nuvem e carvalho,
fui rio indômito e impetuoso,
fui rochedo agreste e inacessível.

Escrevi meu nome
em muitos céus,
em troncos de árvores
e em alguns corações.
Hoje,
ainda vejo algumas letras
informes
nas nuvens que passam,
em seres que passam,
no tempo que sobra.

Vejo alguns troncos marcados.

Mas os rostos e os corações,
não mais existem.

Foram como o perfume que se perde na brisa.

Deslocaram-se por outras estradas
de outros mundos
por onde não mais desejo passar!

Permiti que levassem os sonhos,
para poder cirandar com as palavras.

Egoístas decisões de deus poeta...


Maio/1998

Comissão da Verdade. O "outro lado" a ser investigado...


















O "outro lado" a ser investigado...



E tem gente que ainda fala que a Comissão da Verdade deveria investigar "dois lados".  

Mas que "outro lado" seria esse? 

Quem resistiu e foi preso, foi torturado ou  morto; ou ambos.  Quem não foi preso, é porque foi exilado ou se auto exilou do Brasil e da vida.  

AH!, talvez esse “outro lado” seja os donos da mídia e os empresários que apoiaram o golpe e o regime militar.  

Tá aí; concordo! Existe um “outro lado” a ser investigado...


terça-feira, junho 12, 2012

Cópula contra os Povos


Enquanto isso, na grande oca branca da Rio+20, governantes e/ou seus representantes organizam-se para a cópula contra os povos...

Prece profana

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Prece profana







Mari que é Luce,
e é cheia de graça,
o amor é convosco!

Bendito são seus olhos,
entre todos do mundo,
e bendita é a paz,
que do nosso amor me vem,
em luz!

Santa ternura
dos sonhos meus,
apagai em mim meus temores,
agora
e na hora de nosso amor,
também...


Paulo da Vida Athos

terça-feira, maio 29, 2012

Palavras...

















Palavras...




Um dia nossos passos
não ecoarão mais nas calçadas, 
nem nossa voz será soprada
pelo vento sul.

Mas algumas das palavras nossas
viverão ainda,
em outras vozes,
em outros corações,
em outras dores e amores,
em outros encantamentos,
a tentar vencer o tempo...

segunda-feira, maio 28, 2012

Em ti...









Em ti...







Neste teu corpo,
meu porto, e abrigo
em que amarro os laços
de minha vida sem rumo;

Neste teu corpo,
regato e remanso,
que em toques mansos
eu tomo e me entrego;

Neste teu corpo,
universo e mistérios
que redescubro
ao sabor dos desejos;

Neste teu corpo,
que é luz de meus passos,
que num abraço de amor
me ilumina;

Neste teu corpo
onde correm meus lábios,
descobrindo
vales e rios de sonhos;

Neste teu corpo,
Ah!
Quão louco me sinto
quando o pressinto
assim ao meu lado;

Neste teu corpo,
menina-mulher,
de doidos carinhos,
de mil  sensações;

Neste teu corpo,
mulher, tão menina,
que me alucina
em mil contrações;

Neste teu corpo
que é céu de meu vôo,
é onde encontro
razão de existir...

(Paulo da Vida Athos)

domingo, abril 29, 2012

De cantos, gaiolas e amor










Não quero para mim o canto
de ave que vive em gaiola,
que da vida vive d’esmola,
órfã de toda esperança.

Não quero possuir esse canto,
despossuído de rima,
de aves aprisionadas
que dependem de dono,
pra trocar a água e a comida
e o papel sujo do chão.

Quero o canto da ave livre
nas matas,
nos céus das cidades,
no chão das ruas de pedras,
que ciscam nas calçadas dos bares,
nas varandas dos palácios,
como quem canta um canto intangível
que atravessa espaços e gentes,
como um hino à liberdade!

Quero esse canto que tenho
ouvido e cantado junto
com a vida, em minha vida,
que de amor é conjunto.

Prefiro o trinado dos pardais
que cruzam o espaço dos céus,
que alçam seu voo mirando o horizonte,
que fazem seus ninhos nas árvores,
nas eiras e beiras do cais,
àquele gorjeio tristonho
do canário belga, ou da terra,
que jamais conheceram a serra,
nem o canto do Uirapuru.

Quem tem tudo em hora certa,
mas trina de sua gaiola,
quase sempre pendurada
na parede de um corredor
ou na marquise de um bar,
para agradar o seu dono
cantando um canto de dor,
de despedida de sonho,

Que canta um canto de morte
de quem nunca teve vida,
jamais conheceu o amor
e foi impedido de amar,
nesse canto que atravessa,
que mais do que canto é  pranto,
que é hino ao desencanto
de quem nunca pode amar,
e que assim que sai da gaiola
logo morre no ar,
nem deveria nascer,
nem deveria cantar!

Um canto assim desatino,
gravado, chorado,
menino,
de sal e de só solidão,
esse não quero pra mim,
pois amor não é prisão.

Não quero ser aquele
que carrega a gaiola
para a exibir seu troféu,
que canta pra deleite,
não da Vida, nem do céu,
mas pro ego de seu dono,
e pra gente que tem dono,
menino,
jamais retiro o chapéu.

Muito menos quero ser
a ave que perdeu
ou nunca teve liberdade,
expondo seu desencanto
em canto de dor e de morte,
de um ser sem vida e sem sorte,
como uma ferida sem corte,
despossuído de si,
do sonho ou da esperança,
que canta a sua não-vida,
e sim esse choro mais forte,
sem memória e sem lembrança.

Não quero o amor sincopado,
como amor exibição,
que mais parece o cantar
de uma ave na prisão!

Prefiro esse amor alado
onde nosso canto se encontra,
e juntos ecoam em trovas,
que apenas nós dois escutamos,
onde apenas nós dois flutuamos,
num bailar de sonho e luz.

Menino, preste atenção,
gaiola é fonte de dor.

Ser livre é a vida do pássaro,
liberdade é a vida do amor.

quinta-feira, abril 26, 2012

São Oxossi

São Oxossi


Oração para Oxossi


Oxossi, meu Pai,
que é todo proteção e bondade,
que como todo pai zeloso e atento ilumina com seu olhar
o chão e os caminhos por onde andam seus filhos,
como sempre, e mais uma vez, me coloco em seus braços,
em seu colo protetor,
sob a influência e a paz de seu amor infinito,
nessa longa caminhada que se chama vida.

Desde o primeiro raio do sol
que deu boas vindas ao meu rosto nessa vida, até o dia de hoje,
não houve um só sem que eu sentisse a presença sua.

Atravessei selvas e mares,
caminhei desertos e bailei trovoadas,
e quando o fogo das profundezas parecia que secaria minha garganta,
bebi cachoeiras que você me ofereceu.

Nunca estive sozinho.

Em todas as barreiras que venci,
estava em se colo.
Em todas as provas que vivi,
tive você ao meu lado,
à minha frente,
às minhas costas,
sobre minha cabeça,
me guiando em cada passo,
em cada gesto,
ditando cada palavra que proferi.

Agradeço tudo que vivi,
agradeço por toda proteção,
por todo esse amor infinito que me tem.

Pai,
com a certeza de que só estou vivo em razão do amor que sente por mim,
agradeçocom meu amor,
com meu reconhecimento,
com minha fé.

Odé koke maió, Oxossi Oke Arô! Daka ka maci, adje b'erum!

David de Oxossi (David de Oxossi)








terça-feira, abril 24, 2012

Justiça criminal acéfala.



Quando se percebe que, por exemplo, a prestação jurisdicional criminal travestiu-se em extensão da política de segurança pública e o Juiz, despudoradamente, pendura a toga para enfileirar-se com o ministério público e órgãos da segurança pública (como se dela fizesse parte, ativamente participando das “operações furacões e vendavais”, na maioria das vezes atropelando princípios constitucionais e infraconstitucionais de garantia individual e coletiva), vendo o réu não como um jurisdicionado, não um cidadão a ser julgado, mas um inimigo que vai ser “julcondenado”, em nocivo atentado ao devido processo legal e ao estado democrático de direito pretendido, em aberrante aplicação sinuosa de princípios oriundos do Direito Penal do Inimigo (até aqui é assim que são tratados pelo poder público, em suas três esferas, os indivíduos de nossos guetos chamados favelas, ou, usando um termo politicamente correto, “periferias”), a gente acaba concluindo que, fora do plano ideal, histórica e estruturalmente, Democracia e Capitalismo no Brasil são e serão sempre excludentes.

quinta-feira, abril 05, 2012

Saudade









É, meu irmão...

saudade é a presença da ausência, daquela ausência imensa que invade nossa vida, nosso espaço e nossa alma. 

Ela é fruto de momentos vividos, de pessoas amadas, que ficam vívidos em mossas lembranças, em nossa memória, recontando uma história a pedido de nosso amor e de nosso desejo de visitar o ontem... ou trazê-lo de volta. 

Nem sempre isso é possível. Pelo menos, não imediatamente. 

Então nos sobra a saudade e as lembranças para cirandarem com o nosso amor no amplo salão da memória. 

Pelo menos, ainda temos isso. 

Um abraço, meu irmão. 

Força e muita paz em seu coração.

quarta-feira, abril 04, 2012

- "Como faz barulho o silêncio da omissão!"





Depois do Ato contra a comemoração ao golpe de 64, olhei pelo retrovisor o passado e, ainda pensativo, dei uma espiada no presente que, segundos após, se tornaria passado.

E pensei com meus botões: - "Como faz barulho o silêncio da omissão!"

segunda-feira, abril 02, 2012

País que tem advogados como o presidente da OAB-Federal, nem precisa de Ministério Público.





País que tem advogados como o presidente da OAB-Federal, nem precisa de Ministério Público.





Não gosto do político nem da pessoa chamada Demóstenes Torres.  Mas não posso pactuar com as palavras do presidente da OAB,  Ophir Cavalcante, quando ele afirma que arenúncia é a “única saída” para o senador, já que, segundo sua avaliação ele “perdeu a condição de falar em nome de seus eleitores, do povo de Goiás.”

Isso, partindo do presidente nacional da Ordem dos advogados do Brasil é minimamente estranho e tem contornos fascistas.  Quem tem um advogado desses, nem precisa a participação do Ministério Público: o sujeito está condenado.

Onde está a ampla defesa, dr. Ophir?

Ao atropelar a necessidade do devido processo legal, e, pela mesma via, o princípio da inocência presumida, jogou na lixeira o que todo advogado tem o dever de defender: ninguém poderá ser considerado culpado sem que se esgotem todos os recursos, sem o trânsito em julgado da sentença penal.  Esse é um princípio basilar para um Estado Democrático de Direito.

Não quero minha pátria com uma justiça fascista!

Creio que, partindo do princípio norteador da justiça para sua excelência, ele também deveria renunciar à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil.

Talvez sua excelência devesse se desculpar.  E, juntamente com Demóstenes, sair da cena pública.



domingo, março 25, 2012

Ato Contra a Comemoração do Golpe de 64 - 29/03/2012

Você mora ou estará no Rio de Janeiro em 29 de março? Sorte sua!!!!!

Poderá outra vez participar de um grande movimento cívico pro-Democracia, ou, se for sua primeira vez, poderá sentir a emoção na alma, inesquecível, de ter feito sua parte na História do Brasil.

Sentirá a importância que uma gotinha sente por fazer parte do oceano, de cada onda, de cada bolha finita-infinita da espuma que beija a areia da praia.

E essa praia tem nome, e esse mar tem nome, e esse oceano tem nome!

Seu nome é LIBERDADE!

Participe, compartilhe, divulge!

Nos encontraremos, lá...

Ato Contra a Comemoração do Golpe de 64 – 29/03/2012
Dia 29/03/2012 (quinta feira)
Local: Em frente ao Clube Militar, na Cinelândia.
Av. Rio Branco, 251 – Rio de Janeiro
Horário: 14 horas

De superlotação penitenciária, educação e drogas. O Proibicionismo penal...














Matéria publicada no Estadão informa que a taxa de presos no Brasil quase triplicou em 16 anos; que 1 em cada 262 adultos está na cadeia; que especialistas veem número desproporcional de prisões por droga e furto em relação a outros crimes.

Ora, quando se tem números que informam que 1 pessoa em cada 262 adultos está presa no Brasil e que em 1995, era de 1 para 627, e que em São Paulo, 1 em cada 171 está na cadeia, e que tais taxas colocam o Brasil em terceiro lugar nessa vergonhosa taxa de encarceramento entre os países mais populosos, que esse comboio é liderado pelos EUA que também lidera a guerra contra as drogas, uma guerra notoriamente perdida, a gente pergunta porque a grande mídia não dá espaço para se denunciar aquilo que os juristas e cientistas sociais há muito detectaram e o fazem: o proibicionismo penal está aprofundando o mal com essa guerra irracional.

O proibicionismo com relação às drogas apenas tem como efeitos o aumento da corrupção em nossos meios políticos e policiais e o financiamento do crime organizado. A grande mídia, a Igreja (me refiro englobando todas as suas mais variadas concepções constitucionalmente aceitas), os políticos (englobo aqui não só os que se favorecem dessa corrupção), e o poder constituído, sabem disso.

Drogas não proibidas, como o tabaco e o álcool, fazem mais vítimas no Brasil do que todas as outras drogas juntas, mas aqui não são proibidas como são em alguns países muçulmanos onde a pena, em alguns casos, é a pena de morte. Se aqui, por exemplo, editassem uma lei como a Lei Seca nos EUA, que vigeu entre 1920 a 1933 (período durante o qual a venda, fabricação e transporte de bebidas alcoólicas para consumo foram proibidos e penalizados), o Brasil seria uma grande Chicago dos anos 20 e a máfia tupiniquim construiria outra Las Vegas em nossos sertões. Isso porque o proibicionismo é fonte de lucros justamente para quem vive da ilegalidade desse comércio proibido. A grande mídia não dá espaço para isso e, quando dá, é para distorcer, ou tentar distorcer essa realidade.

Essa mesma matéria que aqui me refiro, apenas timidamente tentou colocar o tema sob esta ótica. Provavelmente por desatenção da editoria. Mas pelo menos cita estudiosos como Julita Lemgruber e Pedro Abramovay, que “apontam a contribuição desproporcional de acusados de tráfico para o crescimento da população carcerária”, vez que, na visão de ambos, “é uma consequência da aplicação equivocada da Lei de Drogas de 2006”, pois a “lei livrou usuários de prisão e estabeleceu pena mínima de cinco anos para traficantes, sem direito à liberdade provisória”, tendo um resultado inverso ao esperado já que existe "uma massa que fica na fronteira entre o tráfico e o uso", que, nas palavras Abramovay, “lota as cadeias”, e Estado usa seus recursos de forma inadequada e sem visão de solução já que esses são usados apenas para “prender pessoas não violentas que serão violentas quando saírem da prisão.”

A grande mídia, enquanto instrumento do poder, cumpre seu papel histórico de desinformação. Agora é sobre os efeitos danosos do proibicionismo. Antes, e ainda hoje, quanto a educação. Infelizmente, como sabemos, educação nunca foi prioridade em nosso país. Pelo contrário. basta ver o piso salarial de nossa categoria mais importante nessa questão, os professores: vergonhoso. Não há quem não saiba, com maior ou menor profundidade, que o poder, e me refiro ao poder difuso emanado de suas mais elevadas esferas até aos currais do coronelaço que se espraia por todos os cantos do Brasil, do Oiapoque ao Chuí, de Seixa ao Moá, sempre buscou aprisionar nas grades da ignorância o nosso povo. Ainda hoje é assim.

Um povo inculto é massa mais maleável. E nesse quadro, sempre tivemos a vergonhosa participação do mais eficaz instrumento desse poder, a grande mídia. No Brasil, menos que a religião, a mídia é o verdadeiro “ópio do povo”.

Por isso, enquanto a grande mídia conduz a atenção do povo para aquele latrocínio bárbaro, aquela filha que matou os pais, aqueles pais que mataram a filha, em uma análise superficial pedindo aos nossos “legisladores” mais penas, diminuição da menoridade penal e outras sugestões diretas ou subliminares mais cretinas, como se tal fosse resolver o problema da desigualdade social que é a maior geradora da criminalidade (aliada ao proibicionismo penal com relação às drogas), escondem da pauta o que eficazmente poderia mudar esse quadro: liberação de todas as drogas para que não financiemos mais corrupção e fuzis, politicas públicas educacionais, habitacionais, agrária, fundiárias, tanto nas cidades quanto nos campos, que é o único caminho pacífico para se solucionar o quadro dantesco de nossos cárceres e da violência urbana.

O outro é a revolução armada.

Essa, sabemos como inicia, mas ninguém sabe como será o seu fim.


Paulo da Vida Athos

quarta-feira, março 14, 2012

Queimar uma mulher ou o Alcorão?



Queimar uma mulher ou o Alcorão?

Hoje vi a imagem de uma mulher queimada e, ao lado dela, outra, de um livro do Alcorão queimado.

Queimar uma mulher ou o Alcorão em sua essência, guardam a mesma fonte. O primeiro é fruto da crueldade, o segundo, da ignorância. Mas não é a ignorância quem dá vida à desumanidade? E o que é a crueldade senão a desumanidade, desnuda, se olhando por um espelho?

quarta-feira, março 07, 2012






“Mar” e “Luce”...










Homenageio a todas as mulheres, pelo Dia das Mulheres, homenageando aquela de quem sou, que é "Mar" e "Luce" (italianissimamante) em meus caminhos, as terras e as cores, o som e as nuvens, e todos os sonhos de minha vida...


Para quem chamam Mariluce,

Eu de Luce,

A Vida, de Luz...


Mundo, 08 de março de 2012.

sábado, fevereiro 25, 2012

Enquanto a Vida Passa...





De que me adianta fingir viver enquanto a vida passa?  Finge viver quem tem olhos, ouvidos e boca, mas, diante da injustiça social, da desigualdade, das condições inumanas em que alguns vivem, se calam e nada fazem, esperando que outros lutem por eles mesmos, já que um dia aquilo que seus olhos testemunham diante de sua boca silente: o alcançará. 

Posso morrer a qualquer momento.  Mas quem finge viver, já morreu e nem sabe...

Oração a Xangô

Kaô Kabecilê, Xangô! Que a justiça seja acompanhada pela sabedoria. Que a verdade seja acompanhada pela misericórdia. Que a força seja acomp...