É duro ver uma amigo desembarcar, principalmente quando se tem poucos e não se conhece a duração da viagem.
Ao meu amigo agora em dimensão mais bonita, Carmine Mannarino.
A cada passo mais um passo se apresenta. O caminho não importa muito. O importante é caminhar. Mas será só isso mesmo? Não creio. Não para mim! Não para muitos! Podemos e devemos tornar o caminho mais limpo por onde passarmos. Como? Lutando com indignação contra os erros que encontramos por onde vamos... Paulo da Vida Athos é o pseudônimo de PRAD
É duro ver uma amigo desembarcar, principalmente quando se tem poucos e não se conhece a duração da viagem.
Ao meu amigo agora em dimensão mais bonita, Carmine Mannarino.
Oração aos Orixás Regentes
Ogum, Senhor do caminho aberto,
guia nossas mãos para que a força nunca seja violência,
mas coragem justa, trabalho digno
e defesa firme da vida, do fraco e do perseguido.
Que tua espada corte as correntes da opressão
e abra estradas de paz onde hoje há medo.
Oxóssi, caçador da fartura e do saber,
Guarda das matas e dos povos esquecidos,
ensina-nos a partilhar o alimento,
a respeitar a Terra e todos os seus filhos.
Que tua flecha encontre a justiça
e traga fim à fome, à miséria e à exclusão.
Iansã, senhora dos ventos e das mudanças,
varre com teus raios a intolerância,
o ódio às minorias, o preconceito religioso
e toda forma de silêncio imposto.
Que teus ventos levem embora a guerra
e despertem consciências adormecidas.
Ogum, Oxóssi e Iansã,
protegei a humanidade e as crianças do mundo,
para que cresçam em dignidade, liberdade e amor.
Que vençam a intolerância, as guerras e a fome.
Que aprendamos a cuidar uns dos outros
como filhos de uma mesma Terra.
Assim pedimos, com respeito, fé e esperança.
Patacuri, Ogum!
Okê Arô, Oxóssi!
Eparrey, Oiá.
Paulo da Vida Athos
Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2025.
Insônia...
Ouço passos retinindo,
no amplo salão das lembranças,
caminheiro sem destino,
não se se é velho ou menino,
não sei se de dor ou tristeza,
de incerteza ou de esperança.
Ouço passos ressoando,
correndo, lá na memória,
refazendo uma história,
vivida ao longo de anos,
sei lá, talvez desenganos,
quem sabe tristes surpresas,
e eu, rolando na cama
feito cinzas sobre a mesa.
Ouço passos indo e vindo,
sem nunca ir ou chegar,
que chegam
sempre partindo,
que partem
sempre chegando,
e eu, rolando
não durmo,
e no cansaço
consumo,
o pranto
do despertar.
(Paulo da Vida Athos - 1975)
I. Grande, 1975
É duro ver uma amigo desembarcar, principalmente quando se tem poucos e não se conhece a duração da viagem. Ao meu amigo agora em dimensão m...